O Aluno com Deficiência Intelectual (DI) e a Inclusão no contexto Educacional: uma reflexão, baseada em depoimentos de pais e professores na prática fonoaudiologica.

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Maria Rita Figueiredo Volpe (CRFa 6-0240)
Fonoaudióloga, especialista em Motricidade Orofacial, Fonoaudiologia Educacional e Fonoaudiologia Neurofuncional pelo CFFa, Aperfeiçoamento em Linguagem pelo CEFAC/SP.

O Brasil ao assinar a Declaração Mundial de Educação para Todos e a Declaração de Salamanca, optou pela construção de um sistema educacional inclusivo. A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Nº 9394/96, no seu Capítulo V, da Educação Especial, vem instruir sobre os procedimentos do atendimento a esses alunos no sistema regular de ensino.

Já se passaram 20 anos, desde a promulgação da LDB, mas percebe-se na prática, que ainda estamos em fase de construção de uma educação realmente inclusiva. Como fonoaudióloga clínica e educacional,  deparo frequentemente com  depoimentos de pais e docentes, que demonstram insatisfação com os resultados da prática inclusiva atual.

Nesse contexto fica evidente a decepção de todos os envolvidos nesse processo, quer sejam os pais de crianças com  deficiência/necessidades educacionais especiais (NEE), que anseiam por um atendimento especializado e individualizado para os seus filhos, bem como gestores e professores, que se queixam de falta de capacitação e/ou  desamparados de suporte técnico (orientação dos profissionais da área da saúde) para atender essa demanda.

Entendemos que a inclusão escolar deve ser capaz de atender a todos, sem distinção, absorvendo as diferenças, mas para que isso ocorra, deve-se considerar a necessidade de uma transformação e mudança desse contexto.

A escola tem que se estruturar e se organizar para receber a criança com deficiência no espaço educativo e a  transformação  não pode ser apenas física.  Deve passar pela formação e capacitação contínua dos profissionais/professores, (o que não vem ocorrendo na realidade)  pelo entendimento de que “cada criança tem o seu ritmo de aprendizado e divergem em suas habilidades e dificuldades”, pela mudança de práticas pedagógicas, uma vez que estas  tendem  à  homogeneidade (que busca igualar diferentes), bem como pela adaptação curricular e o oferecimento de materiais e recursos didático/pedagógicos de acessibilidade à aprendizagem, para que assim,   consigam  atingir suas metas escolares.

Portanto, essa criança carece que lhe seja oferecido um conteúdo de acordo com seu  nível de conhecimento, adaptando  o ensino ao seu interesse e  ritmo de aprendizagem.  Auxiliá-la  a progredir com  experiências positivas de aprendizagem  irá favorecer efetivamente a sua inclusão escolar.

O apoio de especialistas na área da saúde/reabilitação também deve ser considerado como fundamental para o processo inclusivo, uma vez que lhe dará melhores condições de desenvolvimento e  de adaptação, sendo facilitadora no processo inclusivo.

“Do universo estimado de seis milhões de crianças e adolescentes Brasileiros com NEE, apenas 712 mil encontram-se matriculados em escolas regulares e escolas especiais, 80% deles no sistema público. Esses números, por si só, revelam a parte mais cruel da realidade da inclusão escolar em nosso país. Quem são e sob quais condições vivem os 5,3 milhões de crianças e adolescentes com deficiência excluídos da escola?” ¹.

Referência Bibliográfica

  1. Cartilha da Inclusão Escolar Baseada em Evidências Científicas

Disponível em: http://www.aprendercrianca.com.br/384-cartilha-da-inclusao-2

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Um comentário sobre “O Aluno com Deficiência Intelectual (DI) e a Inclusão no contexto Educacional: uma reflexão, baseada em depoimentos de pais e professores na prática fonoaudiologica.

  1. Excelente visão sobre a inclusão.

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